26.5.09

(No fundo do poço)


-Sei, que o não sei,
sofro por querer demais
por ser intensa
pela profundidade...
pelo fundo do poço
vejo a água, parada
que bate nas pedras.

Estou agora andando
em círculos, dentro do poço
a água agora se move
faz barulhinhos...

Lá de cima
eu penso, alguém jogará
o balde
ele vai cair e sua
corda me fazerá
subir.

17.5.09

Água

Pinga, água, pinga.
Enche a pia.
Transborda 
água.

Desce a bacia.
E pinga.
Invade 
corre
misturada ela fica.

Escorre
caí
e pinga.

Transparente
límpida.

Água fonte de vida.

23.4.09

Cigarro

Te entregas ao vicío?
por segundos de prazer?
a fumaça, branca
sobe, tua boca
agora amarga
dorme.

Joga todo o sacrificio
pelos ares...
por desejo,
ânsia e sabor
de uma droga
que te remete
a dor.

A cinza que 
acumula 
é o choro do teu
ar.
Só tu sabes
que essa nicotina
te provoca, te mata, te sufoca.

7.4.09

Chora a Menina

Porque chora a menina?
De quê suas lágrimas
correm, nesse rosto infantil?

Os olhinhos vermelhos
tristonhos, num
olhar meigo...
Porque chora a menina?

E o pranto aumenta
a respiração sobe,
o choro dilata, no
semblante febril.

De que será, que
chora a menina?

Os cabelos colam, nas
gotículas de água,
que a tez absorve.

O soluço diminui e a
menina dorme.

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